UMA GRANDE VITÓRIA COMEMORADA EM SILÊNCIO!

Olhamos, então, para a foto dela se espalhando pelos lugares, assim como seu belo sorriso se espalha em seu rosto. E uma alegria que transborda em lágrimas, faz-nos parar o que estamos fazendo para olhá-lo! É preciso tocá-lo! Ou não: apenas vê-lo! Não, não: talvez apenas senti-lo.

Parece que tudo não passou de um pesadelo! Um terrível e real pesadelo!

Um sonho ruim que pareceu acontecer nas trevas. Lá, para onde algumas mentes são levadas, às vezes tão rapidamente, num sopro, às vezes, lentamente, como uma brisa. Lá, onde há outra (outras) realidade(s) que desconhecemos, como um imenso vulcão em semi-atividade, a nos fazer insones por noites e dias, sem saber o que virá – se virá e como virá – o próximo momento.

E quanta madrugada trouxe o dia sem que se soubesse quando um se tornou o outro, porque o toque do telefone, as mensagens pelo whatsapp, ou, simplesmente o medo do desconhecido, não nos permitia enxergar qualquer outra coisa?

Do sorriso singelo a um desenho medonho e sarcástico de lábios; da fragilidade de uma menina à indomável força de uma fera desconhecida que parece habitar esse lugar misterioso. Dali, de onde um olhar meigo se torna algo confuso, lancinante, cheio de dor e fúria, ou de inexplicável silêncio de um ser aparentemente indefeso amarrado dentro de ambulância a cruzar as ruas durante a madrugada, com suas luzes vermelhas de espaçonave carregando extraterrestre.

Um extraterrestre que some entre as pessoas de uma avenida movimentada, absorto em seu mundo, caminhando sem destino, olhando para o nada e para o tudo, sem conseguir distinguir um do outro. Mas, ainda assim, esperto, a perceber seus caçadores e a confundi-los com incomparável destreza.

Sim. Foi um pesadelo coletivo, que nos arrebatou acordados, querendo nos arrebatar para o mesmo lugar, a todos.

Uma força estranha de dor e de ódio a expulsar cada um que tentasse se aproximar para ajudar, como a querer matar de solidão com tamanha rejeição…haja dor dilacerante de pintos rejeitados num mundo cercado de raposas!

Mas eis que do desespero de tanta dor, foi brotando uma flor de esperança que nem aquelas que vivem meses no sertão sem morrer. E depois outra. Depois outra. E outra. E aquela secura mortal foi virando um jardim. Daqui e de acolá, dos confins da Terra, as gotas de esperança vieram nos bicos dos beija-flores do Criador e foram molhando aquele chão rachado de sofrimento coletivo, caindo silenciosamente, anonimamente, em forma de preces, em forma de mãos em concha, abençoadas de ciência e de fé…

…Habitantes das estrelas e da Terra formaram uma imensa corrente, lançando mão de todas as tecnologias, interligados por uma força maior que qualquer dor, que qualquer sofrimento, que qualquer violência, que qualquer desafio: a força inabalável da fé, independentemente de como se creia que ela se manifeste: na competência do operador humano designado para o trabalho material; na Inteligência e Compaixão Divinas; na capacidade divina-humana da superação; em Algo que não se vê, mas que se sabe que existe; em algo que não apenas se acredita, mas que se sabe, com todas as células, com todo o espírito, com todo o ser que, como o mais arrebatador dos sonhos, que é possível…

…até que imensas e fortes ramagens se formaram e adentraram aquele vale assustador para resgatar a mente, o corpo e o espírito daquela frágil, mas amada criatura, e de lá só voltaram, vitoriosas, trazendo a nossa Vitória.

Foi assim que o Milagre da Cura se operou!

Porque a vida não é apenas uma combinação de órgãos funcionando em forma de sistema. Mas é a combinação de tudo isso com um toque a ser decifrado em seus mistérios, como um imenso sorriso do Universo, que de tão imenso só consegue ser visto nas pequenas coisas…

…como o sorriso de uma menina que voltou das entranhas do nada…

…como uma lágrima de felicidade, que não se contenta em morrer na fonte, e precisa derramar-se pelos sulcos da pele cansada de cada guerreiro…

…como a voz da menina, que já pode projetar-se, livremente, sem os grilhões embargantes das dosagens pesadas da medicação, podendo dizer “Vitinho, hora de tomar banho!”…

…como o olhar presente de quem voltou, vitoriosa Vitória, da terra do imenso tudo-nada!

E eis que nada disso lhe pode ser dito em palavras, talvez, não sei.

E eis que, talvez, tudo isso seja dito, não sei, ao tocá-la, ao abraçá-la e beijá-la sem o medo e a dor de ser rejeitados.

E eis que, talvez, tudo isso não precise ser dito. Porque tudo isso dito é nada, diante disso tudo que nos faz explodir em alegria.

Obrigado a todas e a todos – que mesmo não comungando dos mesmos credos, que mesmo  não habitando a mesma Terra ou as mesmas Estrelas – se juntaram nesse resgate, que agora, de tamanha v(V)itória, comemoramos silenciosamente!

Obrigado, Senhor Jesus Cristo! (sabes que essa pequena multidão Te tocou dentro da grande multidão!).

(assim como essa comemoração ocorre em silêncio, para que não a perturbemos com a notícia de tantos eventos, assim agradeço, silenciosamente, a tantos os nomes que não poderei aqui citar, mas que, certamente, sentir-se-ão abraçados por esse imenso agradecimento)

Salvador-BA.

Outono/2017

 

Erasmo, um filho

 

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