Amor(es) (im)possível(eis) – Um texto em (des)construção

O que é o amor? Sentimento? Uma convenção sobre o egoísmo na sua forma romântica? Uma forma de prisão em volta do outro, ainda que feita com muros de flores e presentes?

Ah! O amor! Cantado em versos e prosas, confundido com o sofrer (e até com a tal da “sofrência”), justificativa para crimes e mesquinharias. Ah! O amor!

Mas, quem sou eu para duvidar/julgar sobre tudo isso?

Apenas desejo um amor mais leve, sem paredes, sem pactos que aprisionam.

Um sentimento de brando egoísmo, condicional? Sim, mas que não precise do exercício arbitrário das próprias razões; destemido, mas que respeite os limites do outro.

Um amor que não exija e nem precise de respostas, tampouco de provas. Que seja divertido sem ser inconsequente.

Que dure a eternidade dentro de um verão, feito um Girassol.

Que não torne objeto o outro. E que não se torne objeto do outro.

Que respeite a livre manifestação do pensamento do outro. E que com ela aprenda.

Que não precise empurrar a porta quando estiver fechada. Nem seja um cabo-de-guerra.

Que possa ser tão intenso e carnal agora. E daqui a instantes, apenas agradecimento.

Sem começo, para que não precise ter fim.

Insustentável, de tão leve!

Quase impossível, de tão simples que pretende ser. Quase possível, de tão humano.

Forte, calmo, consciente. Sem pretensão de acontecer.

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