SAUDADE INSTANTÂNEA

Segundo o Dicionário Online de Português[1], saudade é um substantivo feminino que significa:

Sentimento nostálgico causado pela ausência de algo, de alguém, ou pela vontade de reviver experiências, situações ou momentos já passados.

Confesso que nunca tinha dado atenção ao significado desse sentimento, apesar de associá-lo, intuitivamente, a essa definição do dicionário.

Mas, surgiu-me uma dúvida. E ela é tão intensa, que me faz interromper meu trabalho para tentar esclarecê-la.

Por que a ausência de algo ou de alguém nos faz sentir saudades?

Deve, então, haver alguma coisa importante nesse algo ou alguém que nos dá prazer, alegria, algum sentimento ou emoção positiva.

E quanto tempo seria então necessário para que esse algo ou alguém deixasse “marca” tão intensa capaz de provocar saudade quando ausente?

Será que é possível se sentir saudades de algo ou alguém com que/quem se teve breves contatos? Ou a saudade nasce da ausência de algo ou alguém com que/quem a gente se habitou?

(Preciso resolver essa questão e voltar a trabalhar, pois, caso contrário, terei saudades do tempo que tinha dinheiro para pagar as contas…)

Arremato um fim para esse prolongado questionamento do seguinte modo:

Eis que há um tempo lógico e um tempo cronológico.

Algumas situações se baseiam no tempo cronológico, como sentir saudades das boas lembranças do tempo em que se era criança, por exemplo. É o tempo “normal” dos acontecimentos.

Outras situações, no entanto, se baseiam no tempo lógico (não porque nos pareça assim. Na verdade, poderia ser “tempo ilógico”, porque é diferente do tempo cronológico).

Esse é o tempo que pode ser infinito em um segundo.

É aquele tempo em que a gente sente que a intensidade e a qualidade dos acontecimentos é superior – em muito – que todas as experiências anteriores.

Sabe quando você, em um minuto, desvenda algo que lhe desafiara por muito, muito tempo?

É o tempo do “Eureka!!”.

É o tempo do Divino que habita em cada um de nós.

Sim, mas o que tudo isso tem a ver com saudades?

Porque o algo ou alguém, apesar da brevíssima passagem dentro do nosso tempo cronológico, deixa marcas tão intensas que nos parecem milenares.

Formam uma “presença”, suficiente em si, que dispensa o tic-tac do relógio. Tudo bem, tudo bem! Relógios não fazem mais tic-tac…que antiquado, isso!

Talvez, fique melhor assim: presença que não precisa do correr das horas para se fixar no nosso espírito; que não depende da quantidade de tempo para se tornar indelével na lembrança; que, como não tem meio nem fim, mas apenas início, não importa se permaneceu um milésimo de segundo ou um milhão de anos.

Assim, a “ausência dessa presença” (parece redundante, mas não é…acho que não é!), gera um sentimento de saudades.

Sob essa perspectiva, é possível, então, que algo ou alguém gere saudades, embora o contato ou encontro dentro do tempo cronológico seja tão eterno quanto um segundo.

(Voltando ao trabalho…prá não sentir saudades dele..risos)

 

Salvador-BA, 10/08/2018

[1] https://www.dicio.com.br/saudade/

 

 

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Protegido: CRÔNICAS DE UM TRADUTOR DE ALIENÍGENAS – II – DESMASCULINIZAÇÃO “FAILED”

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CRÔNICAS DE UM TRADUTOR DE ALIENÍGENAS – I – (Re)Apresentando Maurício

Não sei se já comentei sobre Maurício…

Talvez, sim, mas com outro nome, para não revelar sua identidade. Mas ele mesmo me pediu que eu o rebatizasse com um nome só, porque, a cada escrito, referia-me a ele com um nome diferente. E disse que poderia ser Maurício.

Na verdade, eu estava evitando criar um personagem baseado em alguém ou que suas histórias fossem associadas ao verdadeiro protagonista.

Mas, amarremos o burro à vontade do dono.

Pois então: Maurício é um amigo de velhas datas. Apesar disso, a gente se vê muito pouco, “de caju em caju”, como diz o sábio povo da roça.

E agora, com os meios virtuais de comunicação, esses encontros físicos diminuíram. Mas não deixaram de acontecer, nem perderam a qualidade com o passar dos anos.

Maurício gostar de me falar sobre suas ideias, seus sonhos, pontos de vista, teorias…enfim, gosta de me falar de praticamente tudo que se passa em sua cabeça. Mas isso vem sempre acompanhado de um pedido: “Você tem como traduzir isso para o papel?”.

E, em meio a um sorriso cinquentenário, completa, antes que eu diga que estou ocupado: “É que quando você escreve, a gente consegue enxergar o pensamento! Parece um emoji!”.

(Você, que não se sente à vontade com expressões chulas, pode pular o próximo parágrafo e não vai estar perdendo nada).

Como dizem os mais experientes: “com cuspe e jeito, se come qualquer sujeito”. Nossa! Horrível, essa! Pois é! Mas acho que traduz tudo (e dispensa o emoji!).

(Pronto! Pode continuar daqui em diante).

É certo que exagera.

Na verdade, mente.

Mas, diante do que sempre acontece (de eu “traduzir” o que ele me pede), chego mesmo a pensar que se eu fosse uma mulher ou um desses caras bonitões que a mulherada manda recado, estaria lascado (ou lascada, dependendo do caso! Opa: essa, não deu tempo de avisar antes!), porque iria cair em qualquer cantada mais ou menos criativa, ainda que repetida!

Enfim, quando ele liga e diz: “Estou passando aí” ou “Entra aí no Skype”, já sei que lá se foram, no mínimo, quatro horas do meu dia (o qual, com certeza, não tinha ele na agenda).

“Quem tem amigos, não se governa”. Ah! O povo e seus ditados!

Mas, devo confessar, acabo curtindo isso e “entro na viagem”. Assim, o tempo não fica de todo desperdiçado, pois, afinal, não é todo dia que encontramos alguém para brincar com o pensamento.

E como as coisas que ele me pede para “traduzir” são, muitas vezes, bizarras, fora do tempo ou encaminhadas de locais insólitos, acabei acrescentando um adjetivo ao seu pseudônimo: Maurício, o Alienígena.

Uma hora dessas trago notícias dele.

Um eterno abraço de vinte segundos! (Crônicas de um causídico – I)

Resolvi tomar um cafezinho no shopping, enquanto aguardava o horário de um compromisso.

Um inquieto garoto movimentava-se de um lado para outro na praça de alimentação. Devia ter por volta de seus sete anos e, de tão agitado, ele próprio reconheceu para a mãe e a avó: “Eu não sei ficar parado!”.

Verdade instantânea ou de longo prazo, o fato é que – naquele momento – era uma verdade.

Percebi que aguardavam alguém e continuei a tomar meu cafezinho no copo de papel.

Abri o notebook. Os argumentos para utilizar contra uma questionável decisão judicial ansiavam para irem ao papel. Pareciam o agitado garoto. Podia aproveitar aquele intervalo no tempo. Mas, espera, como, assim, papel? Escrevo virtualmente, não sei se sobre ou dentro de uma página de um editor de texto. Ah! Como deviam ser felizes os escritores de outrora, que podiam materializar seus sentimentos. Podiam dizer – e era verdade – que estavam a colocar suas ideias e emoções “no papel”. Ora, paciência, não sou escritor. Apenas brinco de soltar os pensamentos que se debatem feito pássaros silvestres em gaiolas.

Mas eis que um grito infantil me tira dessa “dúvida existencial”. Era o garoto inquieto a gritar, ainda mais agitado, “Olha, mãe! Olha, mãe!”, enquanto apontava para uma jovem senhora que chegava acompanhada de um garoto, aparentemente da mesma idade que a dele.

Sim, era um encontro. Compreendi que era seu aguardado encontro.

E, num gesto largo de abraço eterno o garoto foi encontrar o seu amiguinho, enquanto soltava pequenas expressões de alegria.
Chamou o outro ao peito, como um velho e saudoso amigo. Era tanta emoção que até o recém-chegado ficou, de início, meio encabulado. Ainda não sabia o que fazer dentro daquele espaço tão largo e apertado ao mesmo tempo, tão espontâneo e sincero.

Nem precisou aquele empurrãozinho das mães: “Vai falar com seu amiguinho, vai!”.

Não. Não precisava de etiqueta, de demonstrar educação. A emoção falava por si. Ou melhor: gritava por si.
E era tanta, que o recém-chegado, acabou sendo contagiado por ela e retribuiu, finalmente, àquele abraço. Abraço eterno de pouco menos de vinte segundos. Abraço sincero de acolher no peito – peito magrinho, mas oceânico – alguém querido. E, de mãos dadas, começaram a pular enquanto conversavam.

Então, por alguns minutos, esqueci que tinha algo para escrever àquele insensível magistrado.

Queria filmar, fotografar aquele momento. Mas, certamente, estaria a violar não apenas a lei, mas algo muito, muito mais importante que ela. Estaria a violar o espaço sobre o qual nenhuma lei – justa ou injusta – tem poder: o espaço de um abraço amigo!

Escrever sobre aquele momento era só o que me restava, na tentativa de eternizá-lo.

Queria colocar isso numa galeria para, quem sabe um dia, se aquelas duas crianças continuassem amigas – ou mesmo nunca mais se vissem – pudessem reencontrar aquele momento único vivido na praça de alimentação de um shopping.

Mas, o espírito humano tem suas próprias galerias, nas quais a vida vai guardando suas lembranças.

Talvez, a lembrança de um “grande encontro” fique eternamente registrada numa dessas belas galerias da alma. Aquele encontro de “dois velhos amigos”, que demorou cinco eternos minutos para acontecer e que foi comemorado por um abraço também eterno em seus plenos menos de vinte segundos, fica em alguma galeria na alma.

Nem que seja essa, a minha…

O que eu tinha mesmo a escrever naquela petição?

Talvez, isto:

“Excelentíssimo senhor doutor magistrado, a vida está mais para um belo, curto e eterno abraço que para uma longa interpretação dissociada da realidade social. Abrace essa ideia! Termos em que pede deferimento”.

(É óbvio que, com isso, teria eliminado qualquer possibilidade favorável à minha cliente. Não sou (tão) louco! E, apenas por essa razão, não posso externar minha sincera emoção nas linhas de uma petição…ah! que “inveja” daquele encontro!).

Erasmo
Salvador-BA
16/06/2018

EU NO CAFE

UMA GRANDE VITÓRIA COMEMORADA EM SILÊNCIO!

Olhamos, então, para a foto dela se espalhando pelos lugares, assim como seu belo sorriso se espalha em seu rosto. E uma alegria que transborda em lágrimas, faz-nos parar o que estamos fazendo para olhá-lo! É preciso tocá-lo! Ou não: apenas vê-lo! Não, não: talvez apenas senti-lo.

Parece que tudo não passou de um pesadelo! Um terrível e real pesadelo!

Um sonho ruim que pareceu acontecer nas trevas. Lá, para onde algumas mentes são levadas, às vezes tão rapidamente, num sopro, às vezes, lentamente, como uma brisa. Lá, onde há outra (outras) realidade(s) que desconhecemos, como um imenso vulcão em semi-atividade, a nos fazer insones por noites e dias, sem saber o que virá – se virá e como virá – o próximo momento.

E quanta madrugada trouxe o dia sem que se soubesse quando um se tornou o outro, porque o toque do telefone, as mensagens pelo whatsapp, ou, simplesmente o medo do desconhecido, não nos permitia enxergar qualquer outra coisa?

Do sorriso singelo a um desenho medonho e sarcástico de lábios; da fragilidade de uma menina à indomável força de uma fera desconhecida que parece habitar esse lugar misterioso. Dali, de onde um olhar meigo se torna algo confuso, lancinante, cheio de dor e fúria, ou de inexplicável silêncio de um ser aparentemente indefeso amarrado dentro de ambulância a cruzar as ruas durante a madrugada, com suas luzes vermelhas de espaçonave carregando extraterrestre.

Um extraterrestre que some entre as pessoas de uma avenida movimentada, absorto em seu mundo, caminhando sem destino, olhando para o nada e para o tudo, sem conseguir distinguir um do outro. Mas, ainda assim, esperto, a perceber seus caçadores e a confundi-los com incomparável destreza.

Sim. Foi um pesadelo coletivo, que nos arrebatou acordados, querendo nos arrebatar para o mesmo lugar, a todos.

Uma força estranha de dor e de ódio a expulsar cada um que tentasse se aproximar para ajudar, como a querer matar de solidão com tamanha rejeição…haja dor dilacerante de pintos rejeitados num mundo cercado de raposas!

Mas eis que do desespero de tanta dor, foi brotando uma flor de esperança que nem aquelas que vivem meses no sertão sem morrer. E depois outra. Depois outra. E outra. E aquela secura mortal foi virando um jardim. Daqui e de acolá, dos confins da Terra, as gotas de esperança vieram nos bicos dos beija-flores do Criador e foram molhando aquele chão rachado de sofrimento coletivo, caindo silenciosamente, anonimamente, em forma de preces, em forma de mãos em concha, abençoadas de ciência e de fé…

…Habitantes das estrelas e da Terra formaram uma imensa corrente, lançando mão de todas as tecnologias, interligados por uma força maior que qualquer dor, que qualquer sofrimento, que qualquer violência, que qualquer desafio: a força inabalável da fé, independentemente de como se creia que ela se manifeste: na competência do operador humano designado para o trabalho material; na Inteligência e Compaixão Divinas; na capacidade divina-humana da superação; em Algo que não se vê, mas que se sabe que existe; em algo que não apenas se acredita, mas que se sabe, com todas as células, com todo o espírito, com todo o ser que, como o mais arrebatador dos sonhos, que é possível…

…até que imensas e fortes ramagens se formaram e adentraram aquele vale assustador para resgatar a mente, o corpo e o espírito daquela frágil, mas amada criatura, e de lá só voltaram, vitoriosas, trazendo a nossa Vitória.

Foi assim que o Milagre da Cura se operou!

Porque a vida não é apenas uma combinação de órgãos funcionando em forma de sistema. Mas é a combinação de tudo isso com um toque a ser decifrado em seus mistérios, como um imenso sorriso do Universo, que de tão imenso só consegue ser visto nas pequenas coisas…

…como o sorriso de uma menina que voltou das entranhas do nada…

…como uma lágrima de felicidade, que não se contenta em morrer na fonte, e precisa derramar-se pelos sulcos da pele cansada de cada guerreiro…

…como a voz da menina, que já pode projetar-se, livremente, sem os grilhões embargantes das dosagens pesadas da medicação, podendo dizer “Vitinho, hora de tomar banho!”…

…como o olhar presente de quem voltou, vitoriosa Vitória, da terra do imenso tudo-nada!

E eis que nada disso lhe pode ser dito em palavras, talvez, não sei.

E eis que, talvez, tudo isso seja dito, não sei, ao tocá-la, ao abraçá-la e beijá-la sem o medo e a dor de ser rejeitados.

E eis que, talvez, tudo isso não precise ser dito. Porque tudo isso dito é nada, diante disso tudo que nos faz explodir em alegria.

Obrigado a todas e a todos – que mesmo não comungando dos mesmos credos, que mesmo  não habitando a mesma Terra ou as mesmas Estrelas – se juntaram nesse resgate, que agora, de tamanha v(V)itória, comemoramos silenciosamente!

Obrigado, Senhor Jesus Cristo! (sabes que essa pequena multidão Te tocou dentro da grande multidão!).

(assim como essa comemoração ocorre em silêncio, para que não a perturbemos com a notícia de tantos eventos, assim agradeço, silenciosamente, a tantos os nomes que não poderei aqui citar, mas que, certamente, sentir-se-ão abraçados por esse imenso agradecimento)

Salvador-BA.

Outono/2017

 

Erasmo, um filho

 

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CARTAS DE UM ASTRONAUTA – II

 

02:30. Madrugada no Planeta Terra. Posso vê-la daqui de onde não existe tempo (ou, pelo menos, não assim, dividido em medidas). Aqui é a eternidade. E seu misterioso, assombroso e belo silêncio.

Daqui também posso vê-la: Sorriso!

Não. Minto. Não posso vê-la. Apenas, posso senti-la. Ver é uma limitação dos humanos (assim como ouvir).

Sinto minha matéria mudar de frequência. Transpiro. Engraçadas essas emoções humanas: tão…tão…primitivas! E tão…tão…interessantes!

Logo em breve, um novo astronauta desembarca nesse plano – engraçado plano!

Há certa confusão no Planeta dos Seres Azuis. Houve uma transgressão das regras. Dois viajantes usaram, lá na Terra, do poder que só lhes era permitido usar num tempo futuro.

Mas não podem ser castigados, pois fizeram-no no Planeta das Escolhas.

E esse novo astronauta carrega a história dessa (bela) transgressão!

***

Uma luz azulada atravessa a escuridão da Eternidade.

Em sua cápsula do tempo, ele se aproxima…posso senti-lo…como se sente a chegada de um…

CRIANDO COM EMOÇÃO – um sorriso impublicável!

Compreenda que a realidade é o sonho.

Ou seja: aquilo que você, agora, pode tocar, cheirar, ouvir, sentir, ver, nada mais é do que o resultado daquilo que você criou – primeiramente – em sua mente.

Compreender isso é mágico!

É a mudança radical de todo um paradigma: o real é o sonho….o físico é apenas o resultado desse sonho!

Então, sonhe!

Eu sonho, recrio o meu sonho!

Coloque emoção no seu sonho.

Eu tenho muitos sonhos. E eu imagino um belo sorriso de marfim me congratulando por tê-los realizado.

É como uma prece. Só que uma prece na qual eu peço, acredito que tenho o que peço, vejo-me recebendo o que peço e sinto-me banhado pela luz do sorriso dessa imensa estrela que – um dia (quanto mede um dia?!) – pôs-se entre um agora e vários depois…uma cortina suavemente perfumada, que se abriu diante de mim e eu pude ver, não no futuro, mas no agora, um mundo de possibilidades.

E todos os dias quando faço esse exercício de prece e gratidão, imagino que esse sorriso é um prêmio que me deu o Criador (quanta pretensão…rsrsrs) como um amuleto mágico, que não preciso tocar para sentir; que não preciso abrir os olhos para saber que está ali à minha frente; que só preciso imaginá-lo, porque ele uma realidade em algum ponto desse Universo…inclusive aqui, agora, preenchendo tudo em volta de mim.

E eu agradeço ao Criador, ao Universo por tudo isso!

12.fev/2016